terça-feira, 15 de maio de 2012

Aldeia Avieira - Patacão

No Inverno, quando o mar de Vieira de Leiria se mostrava pouco generoso, famílias inteiras deslocavam-se em campanha até ao Tejo que, na sua riqueza, lhes oferecia sável, enguia, fataça e robalo.

Durante anos, os pescadores da Vieira de Leiria viveram uma vida repartida entre o rio e o mar. Nos meses de inverno percorriam o Tejo e suportavam uma vida dura e difícil.

Com o passar dos tempos, o processo migratório cessa, e acabam por se fixar nas margens no Rio Tejo. Com a fixação definitiva, surge a necessidade de encontrar um domicílio mais estável e começaram, pouco a pouco, a ser erguidas pequenas barracas totalmente construídas em caniço. Quando as condições económicas lhe permitiam, adquiriam madeira, comprando por vezes uma tábua por semana e assim iam, aos poucos, edificando a sua habitação.

A Casa Típica Avieira é simples e característica. Assente em pilares, devido às cheias ocasionais do Tejo, é feita em madeira e pintada com cores alegres, onde se destaca o verde, o vermelho e o azul, contrastando com as amarguras da vida. O acesso ao interior é feito por escadas exteriores que se ligam à varanda.




  


  





segunda-feira, 14 de maio de 2012

Bairro Ferroviário - Entroncamento

O Caminho de Ferro, com a construção de quilómetros e quilómetros de vias, foi o grande empregador da segunda metade do século XIX, dando origem a uma nova classe profissional, o ferroviário. À semelhança do que se fazia no estrangeiro, mormente em Inglaterra e França, foram construídas casas para os trabalhadores ferroviários. No Entroncamento existem três bairros habitacionais para funcionários dos caminhos de ferro: o Bairro do Boneco, a Vila Verde e o Bairro Camões. Neste último, situado numa zona periférica da cidade, encontram-se vários tipos de carruagens, vagões e locomotiva abandonados e em completa degradação, mas que mesmo assim nos levam a viajar no tempo...













domingo, 15 de abril de 2012

Moinho do Ananil

O Moinho do Ananil situa-se em Montemor-o-Novo, na margem norte do rio Almansor. É um moinho de água com dois pisos e três engenhos, e que, devido às suas dimensões, se admite ter sido um dos mais importantes da zona, apresentando ainda as estruturas e os mecanismos originais. Encontra-se inativo e em ruinas, envolvido por uma natureza calma e de enorme beleza, que devido à poluição que se vai acumulando vai perdendo o encanto.
















terça-feira, 20 de março de 2012

Igreja Santo Aleixo

A antiga igreja paroquial de Santo Aleixo situa-se a 8 kilómetros a Nordeste de Montemor-o-Novo. Foi mandada construir entre 1525 e 1531 por iniciativa do Cardeal-Infante D. Afonso, quando este dirigia a Arquidiocese de Évora. De arquitectura manuelina, é constituída por uma única nave central rectangular com abóboda de berço, possuindo pinturas murais renascentistas.
Com a extinção da freguesia de Santo Aleixo, a igreja chegou a ser utilizada como escola, acabando por ser abandonada.












sexta-feira, 16 de março de 2012

Torre das Águias

Erguida a partir de 1520 por D. Nuno Manuel, era utilizada para repouso dos fidalgos nas caçadas de grande montaria, muito frequentes por esta região. Integrava a chamada vila das Águias, da qual ainda existem algumas casas, sendo um dos exemplares mais significativos de torres manuelinas.